Felicidade Paradoxal, A

Publicado: outubro 31, 2007 em cultura


Lipovetsky, Gilles
Machado, Maria Lucia
O consumo traz felicidade? Tentando entender a ambigüidade de uma época em que a felicidade é valor máximo, mas carrega consigo inúmeras aflições do espírito, Lipovetsky cria a tese de que, na sociedade de hiperconsumo, essa felicidade é paradoxal. De um lado, estão dadas as condições para que as aspirações individuais sejam satisfeitas pelo mercado; de outro, também estão postos os obstáculos que se contrapõem à postura hedonista do indivíduo contemporâneo. O hiperconsumidor tem acesso ao ter, mas aspira a ser; os mais diversos prazeres sensoriais estão ao seu alcance, mas é preciso preservar a saúde, evitar os excessos, fazer regime, manter a forma. O que Lipovetsky propõe é a reavaliação da formação do indivíduo, com vistas ao fortalecimento da autonomia e da crítica, para que se possa resistir à sedução feérica da publicidade e do espetáculo.
Gilles Lipovetsky nasceu em 1944, em Millau, na França. Alguns dos seus livros lançados são ‘O império do efêmero’ (1989) e ‘A terceira mulher’ (2000).

Fonte:  http://www.verdestrigos.org

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