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Teoria do Caos

Publicado: agosto 26, 2008 em Ciência, Curiosidades, matemática, Pessoal


Símbolo da teoria do caos

A teoria estabelece que uma pequena mudança ocorrida no início de um evento qualquer pode ter conseqüências desconhecidas no futuro. Isto é, se você realizar uma ação nesse exato momento, essa terá um resultado amanhã, embora desconhecido. O meteorologista norte-americano Edward Lorenz descobriu, no início da década de 1960, que acontecimentos simples tinham um comportamento tão desordenado quanto à vida. Ele chegou a essa conclusão após testar um programa de computador que simulava o movimento de massas de ar.

Em busca de uma resposta Lorenz teclou um dos números que alimentavam os cálculos da máquina com algumas casas decimais a menos, na expectativa de que o resultado tivesse poucas mudanças. No entanto, a pequena alteração transformou completamente o padrão das massas de ar. Segundo ele seria como se o bater das asas de uma borboleta no Brasil causasse, tempos depois, um tornado no Texas. Fundamentado em seus estudos, ele formulou equações que demonstravam o “efeito borboleta”. Origina-se assim a Teoria do Caos. Alguns cientistas concluíram também que a mesma imprevisibilidade aparecia em quase tudo, do número de vezes que o olho pisca até a cotação da Bolsa de Valores. Para reforçar essa teoria, na década de 1970 o matemático polonês Benoit Mandelbrot notou que as equações de Lorenz coincidiram com as que ele próprio havia feito quando desenvolveu os fractais (figuras geradas a partir de fórmulas que retratam matematicamente a geometria da natureza, como o relevo do colo, etc.). A junção do experimento de Lorenz com a matemática de Mandelbrot indica que a Teoria do Caos está na essência de tudo, dando forma ao universo.

Por Eliene Percília
Equipe Brasil Escola

SciVee: o YouTube dos cientistas

Publicado: dezembro 18, 2007 em Ciência


O SciVee marca o que pode ser considerado uma revolução meio acadêmico. Basicamente, ele é uma espécie de “YouTube” voltado à Ciência. Cientistas poderão utilizá-lo para fazer upload de seus papers. Papers, segundo a ABNT são um pequenos artigos científicos, elaborados sobre determinado tema ou resultados de um projeto de pesquisa para comunicações em congressos e reuniões científicas, sujeitos à sua aceitação por julgamento (o chamado “refereeing”).

Com esta nova ferramenta, cientistas do mundo todo poderão publicar online seus papers, associando-os a vídeos, onde eles descrevem seu trabalho na forma de uma breve aula ou apresentação. O tipo de coisa que é fácil de se fazer com uma filmadora, gráficos e ferramentas básicas de edição de vídeo como o Movie Maker que acompanha as mais recentes versões do Windows® ou o Kino e o PiTiVi feitos para a plataforma Linux, bem como outros programas similares que podem ser encontrados facilmente na Internet.

Segundo seus criadores, bem como de alguns usuários, o SciVee dinamiza o acesso às publicações científicas, já que explanações feitas com áudio e vídeo costumam ter um apelo muito maior na transmissão de certos conceitos e facilita o seu entendimento, não só para pesquisadores da própria área científica, mas também para o grande público.

Até o momento só estão sendo aceitos artigos nos formatos PLoS ou PubMedCentral, embora a idéia seja válida para qualquer trabalho OA.

Infelizmente, os vídeos disponibilizados atualmente estão apenas em inglês, o que torna suas informações ininteligíveis para boa parte do público brasileiro; mas, não deve demorar para o meio acadêmico do Brasil aderir a este novo e eficiente método de divulgar suas pesquisas.

Um germe resistente aos remédios se propaga mais rápido do que se achava nos Estados Unidos e poderá causar mais mortes que a aids, indicou um estudo dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) publicado pela revista Journal of the Medical Association.

O micróbio, uma cepa do Staphylococcus aureus resistente aos antibióticos, causa a cada ano mais de 94 mil infecções graves e quase 19 mil mortes, segundo o estudo. Na maioria dos casos, são infecções na corrente sangüínea.

O germe, transmitido por simples contato, transforma as infecções cutâneas menores em problemas graves de saúde. Há casos de necrose, produzindo uma eliminação do tecido devido à morte celular.

A infecção pode ser resolvida rapidamente com antibióticos. Mas em alguns casos a bactéria entra nos pulmões e provoca pneumonia ou se estende aos ossos, órgãos vitais e ao sangue. Ele causa complicações que ameaçam a vida dos pacientes, explicaram fontes médicas.

“Este é um grave problema de saúde pública e deveríamos nos preocupar muito”, disse Scott Fridkin, epidemiologista dos CDC, um órgão do governo dos Estados Unidos.

O total de mais de 94 mil casos foi calculado com base numa extrapolação de dados de 2005 em nove regiões urbanas consideradas representativas. Houve 5.287 casos de infecções invasivas, que se traduziriam num total estimado de 94.360 casos em todo o país, segundo os pesquisadores.

“Esta é somente a ponta do iceberg”, disse Elizabeth Bancroft, epidemiologista do Departamento de Saúde Pública de Los Angeles, num editorial que acompanha o relatório.

Bancroft acrescentou que se todas as infecções estiverem vinculadas ao Staphylococcus aureus, o total superaria as mortes provocadas pelo vírus da aids, que em 2005 matou 17.011 pessoas.
Fonte: Terra